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sábado, 31 de janeiro de 2015

1º Trim. 2015 - JUVENIS - Lição 5: Quem é Cristo?

1º Trim. 2015 - JUVENIS - Lição 5: Quem é Cristo?

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUVENIS – CPAD
1º Trimestre 2015
Tema: Respostas às dúvidas sobre a fé cristã
Comentarista: Rafael Luz



LIÇÃO 5 - QUEM É JESUS CRISTO?


COMENTARISTA:.Rafael Luz

TEXTO BÍBLICO(Mt 1.18-25; Mt 16.13-16)

ENFOQUE BIBLICO
No principio era o verbo, e o verbo era Deus, e o verbo era Deus” (Jo 1.1)

OBJETIVOS
Conhecer a pessoa e a obra de Jesus Cristo.
Descobrir alguns equívocos ditos sobre Jesus.
Buscar uma comunhão pessoal com Jesus Cristo.
Quem é Jesus Cristo?
Professor
Enfoque:
a- As duas naturezas de Jesus e as suas obras, mas principalmente a obra Redentora.
b- Mostre aos alunos que Jesus é a razão de tudo, principalmente do cristianismo, sem ele não há salvação.
c- Enfatize que Jesus é o único caminho para o céu.

A PREEXISTENCIA DE CRISTO
“A essência da fé cristã não reside em um credo, um sistema filosófico nem em uma instituição, mas em uma pessoa: Jesus Cristo” (A União das duas Naturezas, p 9).

Cristo é antes da fundação do mundo (Jo 8.58,59; Jo 17.5,24; Ap1.8), Ele nunca começou a existir, é Eterno. No dialogo com seus discípulos sobre sua missão, quando Jesus usa a frase “eu sou”, indica sua existência própria, ele não diz eu era, mas “eu sou”.
CONCEITOS
Cristo é igual ao Pai. (Fp 2.6)
Cristo compartilha igualmente da eterna existência de Deus. O conceito da Santíssima Trindade está explicito no Novo Testamento. Jesus enfoca em seus ensinos a obra do Espírito Santo e revela a sua preexistência, tanto com o Pai, quanto com o Espírito Santo. Revela sua eternidade; Cristo é antes do principio de todas as coisas (Cl 1.15-19; Hb 1.3).

FALSOS CONCEITOS
Dezenas de religiões falsas, a começar do gnosticismo, já no primeiro século da Era Cristã, tentam estabelecer pontos duvidosos para as pessoas que compõe a Trindade Santa. Tais religiões não aceitam a igualdade e a preexistência de Cristo. Algumas até se denominam cristãs. (Racionalismo Cristão, o Mormonismo, os Testemunhas de Jeová, os Unitaristas etc., ).
Nãotemos duvida queo Senhor Jesus Cristo é o Verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como verdadeiro Deus possui todos os atributos divinos, que são essenciais e que perfazem a divindade. E como verdadeiro homem, ele possui todas as propriedades essenciais aos seres humanos. Não é fácil compreender que Jesus possuía naturezas divina e humana, sem que houvesse intervenção de uma na outra. As duas naturezas não agiam separadamente, em Jesus estava as duas naturezas.
Apenas, um versículo da Bíblia, desmonta todos os dogmas das religiões (Jo 10.30).

CRISTO, O VERBO.
O que é um verbo? “Logos” significa “palavra”, o ato da fala, em João 1.1, tem significado especifico “hypostasis” (Hb 1.3) – a palavra normalmente traduzida por substancia, base, fundamento – “hypo” = sob, debaixo e “stáse” = posição. Literalmente algo posicionado sob, da à ideia daquilo que existe debaixo do ente, portanto substancia é uma boa tradução. O termo substancia é usado desde Platão, todavia é em Aristóteles que é relacionado o conceito com a ideia do ser, isto é, substancia é necessariamente aquilo que é.

A substância estabelece a estrutura necessária do ser em sua concatenação causal, quer dizer o ser é a causa da substancia. No âmbito do cristianismo, logo no primeiro século, as discussões em torno da Trindade divina encontram em Atanásio (Bispo de Alexandria), refutações as ideias de Ario, um presbítero em Alexandria. A palavra substancia passa a ser preferida à palavra pessoa, para descrever o Ser de Deus. O argumento era que o termo pessoa evocava mais a ideia de representação, mascara ou imagem, enquanto substancia consistia na essencialidade do ser.

Não houve sequer um período em que Jesus o “Logos”, não existisse juntamente com o Pai. O “Logos” é o Ser cuja existência transcende o tempo. O Evangelista João, não está usando o conceito da filosofia grega, seu conceito de “Logos”, está em (Gn 1.1). A preexistência eterna é implícita, na mensagem. “No principio era o verbo – o verbo estava com Deus = relação e distinção, Cristo é coexistente e intercomunicado com o Pai, ou seja, estar face a face com.– o verbo era Deus = não significa exclusividade de identificação e nem a totalidade da existência e atributos divinos. A forma como o substantivo “theos”, esta colocado sem o artigo indica que ele é Deus. Portanto Cristo é coparticipante da essência e natureza divinas, ele é Deus, não um deus. O verbo era (Jo 1.2), indica o sentido absoluto do ser existir e não no sentido de tornar-se,  ele não foi criado, sua existência transcende o tempo. É pela Palavra, “logos”, que Deus se comunica com suas criaturas, é também pela Palavra que Deus expressa seu poder. É Cristo a imagem expressa do Deus invisível (Hb 1.3; Cl 1.5)


CRISTO COM RELAÇÃO AO ANTIGO TESTAMENTO
Revelação tipológica – tipologia bíblica é a prefiguração de pessoas e eventos do NT. (O tipo envolve função (Hb 5 – Arão e Melquizedeque), eventos (Nm 21 – Jo 3.14,15) – a serpente levantada no deserto por Moisés), instituições (Hb 9.13,14; 9.24).
Profecias Messiânicas – sobre o nascimento de Cristo (Gn 3.15; Is 7.14; Mq 5.2; Dn 9.24-27). Sobre a vida de Cristo, como profeta (Dt 18.15; Jo 5.46). Como Sacerdote (1Sm 2.35), como Rei (Jr 23.5,6), como Alicerce (Is 28.16), como Servo (Is 52.13), como Operador de Milagres (Is 35.5,6). Profecias sobre a morte de Cristoe sua ressurreição (Sl 22; Is 53; Sl 16). Sobre a volta de Cristo (Gn 49.10-12; Nm 24.17; Jó 19.25; Sl 72; Jr 23.3-8).
A encarnação de Cristo – não é muito fácil falar da humanidade de Cristo. A expressão “Filho do homem” significa que Jesus era cem por cento, homem.Mas como? O Filho de Deus veio ao mundo como filho do homem, sendo colocado no ventre de Maria através da obra do Espírito Santo. (1Co 15.47; Jo 1.14) A doutrina da encarnação significa que o Filho de Deus, sendo ele da mesma natureza divina se fez homem. Não significa que Deus se tornou homem, Deus não cessou de ser Deus e começou a ser homem. Na encarnação Cristo permaneceu Deus, mas tomou uma natureza nova, assumiu a humanidade, unindo esta nova forma à divina na pessoa de Jesus Cristo.
- Encarnação de Jesus – Projeto de Deus (Mc 10.45; Gn 3,15; Ap 13.8) – plano que se torna visível após a queda do homem. Tal acontecimento não surpreendeu o Criador
- A encarnação de Jesus é prevista – (Gn3; Gn12; Is 53)
- Preparando o mundo para a encarnação de Jesus – (Gl 4.4), o mundo estava preparado para a vinda do Messias, o Império Romano. Maria estava no lugar certo e na hora certa (Lc 1.38; 2.1-3). Joao Batista o precursor (Jo 1.8). Não resta duvida que ali estivesseà luz, é muito difícil fazer uma analise a contento da encarnação de Cristo.

JESUS CRISTO OU MITO?
Os dicionários traduzem mito, como uma narraçãodos tempos fabulosos ou heroicos; uma fabula; tradição alegórica explicativa dum fato natural, histórico ou filosófico. Coisa inacreditável, que não tem realidade; uma utopia; um mistério; um enigma (Dic. O Globo).
Mito é um dispositivo utilizado pelos antigos, para contar os fatos acontecidos em relação sua vivencia cotidiana, utilizando-se de linguagem simbólica. É a mais antiga forma de conhecimento, de consciência existencial e ao mesmo tempo, de representação religiosa sobre a origem do mundo, sobre os fenômenos naturais e a vida humana. Portanto a força do mito é descrever, lembrar e interpretar as origens, seja ela dos cosmos, das forças e fenômenos naturais. O mito procura descrever as causas primordiais que impuseram ao homem as suas condições de vida e seus comportamentos.

Portanto o mito relata acontecimentos imaginários acerca dos primeiros tempos ou de épocas heroicas. Narra significados simbólicos, transmitindo-os de geração em geração dentro de um determinado grupo, e considerada verdadeira por ele. Mito é uma ideia falsa, que distorce a realidade ou não corresponde a ela, pois se trata da valorização de pessoas, fatos ou coisas reais pela imaginação. Portanto uma figura mítica é apenas uma ideia, algo ou alguém que nunca tenha existido.
A pessoa de Jesus é mitificada,talvez não tanto quanto o Cristo. O Jesus de Nazaré para muitos não é uma pessoa histórica, mas sim um personagem fictício ou mitológico, arranjado ou criado pelos cristãos primitivos. Alegam que muito material no Novo Testamento, tenha sido elaborado, por pessoas que em nenhum momento são tidos como fundadores do cristianismo, portanto tais materiais não devem ser tomados ao pé da letra. Entendem que não há nada na arqueologia que venha respaldar a existência de um Jesus de Nazaré.

Os pesquisadores que tem estes pensamentos não aceitam os escritores cristãos e não autenticam os nãos cristãos, que relatam sobre a vida de Jesus. Acreditam os céticos que a igreja Católica, tenha se juntado a religião judaica e procurado apoio na astrologia e então criado o mito Jesus. Segundo afirmam os historiadores e pesquisadores que o objetivo da criação do mito, foi para que as instituições religiosas pudessem ter poder social e econômico e com isto explorar os analfabetos, criando também um inferno a quem não aceitasse o tal Cristo.
Como podemos saber que Jesus de Nazaré não era um mito? A palavra evangelho na língua grega significa “boa noticia” é uma palavra técnica usada bem antes do nascimento de Cristo, para anunciar um fato verdadeiro. As dificuldades dos pesquisadores céticos é entender como um homem pode ter operado milagres, andado por cima das aguas, reprender a natureza? Na mentalidade natural deles tudo isto é muito fantasioso para ser verdade, portanto atribuem os fatos a mitologia.
Teríamos na historia secular prova de que todos aqueles milagres aconteceram? Foi Jesus um mito ou realidade? No século XVIII surgiram no Iluminismo alemão Teólogos, que procuraram mudar a mentalidade do povo para o racionalismo, procurando formar uma religião menos sentimental e isto se estendeu por todo o século XIX. O que eles pretendiam era desvincular o Jesus Histórico, do Cristo da fé, o primeiro seria real, mas o segundo uma espécie de mito, inventado e transmitido pela igreja através dos tempos.

A HISTÓRIA E O MITO
A partir do século XX a arqueologia forneceu instrumentos capazes de confirmar a existência de Jesus. Segundo o professor Mario Sérgio Cortella, hoje são poucos os que não creem na existência do Jesus histórico. Quase não há mais polemica sobre o homem Jesus, nascido em Nazaré, a polemica, se dá quando o assunto é Jesus Cristo. Era de fato ele o Cristo? É importante notar que naquele momento, havia um pensamento na comunidade judaica da vinda do Cristo, para salvar e muitos homens se passavam por Messias.
As profecias do Antigo Testamento, como já vimos, apontavam para o Jesus nascido em Nazaré. A única fonte de informação que temos no Novo Testamento e no primeiro século a respeito da vida de Jesus é a literatura judaica e alguns historiadores romanos. Devemos levar em consideração a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., caso houvesse algum material retratando a vida de Jesus, pode ter se perdido, com as destruições do templo e de sinagogas.

As dificuldades dos céticos residem exatamente na falta de prova cientifica e histórica sobre Cristo. O dr Richard Dawkins, autor do livro “Deus, um delírio”, questiona em debates, a confiabilidade daquilo que a ciência não pode provar. Maria era virgem mesmo? Onde está o DNA, que prova ser Jesus, apenas filho de Maria? Ele vai além quando diz que não há nem um tipo de provas materiais como: a roupa que Jesus usou; a casa em que morou; não há relatos! Afirma.
A maioria dos que não aceitam ser Jesus o Cristo, o Messias, aceitam a ideia de que Jesus ao morrer, seu corpo tenha sido roubado pelos discípulos. Outros afirmam que ele nem tenha existido e que tudo isto é uma grande farsa. No primeiro caso, convém saber que a policia romana era eficientíssima, jamais permitiria que um fato assim viesse a ocorrer. Caso tivesse ocorrido seriam presos e mortos pelo sistema. No segundo caso, poderíamos sim, afirmar que, durante o segundo dia após a sua morte, até mesmo os discípulos acharam que teriam sidos enganados.

Mas pode uma mentira perdurar tanto assim? Os discípulos estavam reunidos no cenáculo, convicto de que Jesus havia ressuscitado e estava vivo entre eles. Será que os quase três mil novos conversos estavam delirando? Muitos deles estavam na multidão que acusaram Jesus, outros o viramsendo morto pendurado na cruz. E se renderam a  um Cristo morto? Jamais! As multidões entenderam que Jesus era o Cristo e estava ressurreto, vivo entre os apóstolos (At 2. 22 – 47; 3; 4).
As provas bíblicas de que Jesus existiu como homem e que de fato era ele o Cristo, encontramos nos Evangelhos e nas Cartas Paulinas. Reconhecemos que os evangelhos são apenas biografias e que cientificamente não serve de base, assim como as cartas de Paulo. Jesus apareceu depois de ressurreto a muitas pessoas como consta em 1Co 15. 4,5,6,7 8, também consta nos evangelhos com detalhes como se dirigiu às mulheres, como falou com Pedro e Tomé.
O maior divulgador de Cristo foi sem duvida o apóstolo Paulo, homem de cultura elevada, jamais se equivocaria em suas convicções (At 20. 24; 22. 3 – 29; Rm 8.8 – 17). Suas cartas foram escritas antes dos evangelhos, o enfrentamento de Paulo contra os pensamentos da época, é bastante nítido. No areópago de Atenas, fez um longo discurso intitulado: “Ao Deus desconhecido”, dentre tantas historias que conhecemos hoje sobre a história daquele altar, é muito provável que Paulo, tivesse pleno conhecimento da históriae por que estava ali.

Parece muito nítido que o Jesus histórico não era tão rejeitado, mas o Cristo ressurreto, não era algo fácil de explicar. O areópago permanece cheio, até que Paulo está explicando sobre a criação, sobre a existência, mas ao discursar sobre a ressurreição, o local se esvazia (At 17.32). Paulo não só dividiu os gregos no quesito ressurreição, mas também os judeus (At 23. 6 – 10). Estes acontecimentos estão se dando bem presente na história, Paulo defende a tese do evangelho, não muito depois da morte e ressurreição de Jesus.
Não há duvida de que Jesus existiu. Podemos ver no decorrer da história, alguns homens que também deram sua colaboração, para entendermos que o Filho de Deus esteve por aqui. Eles não fizeram isto para provar, mas suas escritas ou informações são muito valiosas.
THALLUS -Um historiador pagão nascido em Samaria, viveu e trabalhou em Roma no ano 52 d.C.,  reconhece que houve uma escuridão, por ocasião da morte de Jesus. Mas ele procurou dar ênfase a um eclipse solar, pouco provável, pois na ocasião da pascoa, era lua cheia, disse Julius Africanus, um cristão do norte da África. Segundo Julius, a astronomia moderna confirmou que a crucificação de Jesus se deu por ocasião da lua cheia, portanto a escuridão não foi um simples fenômeno da natureza (Mt 27.45). Se Thallus discutia vinte anos depois sobre a escuridão que cobriu a terra, durante três horas, Jesus, de fato existiu historicamente, como está registrado e é fiel o registro. Podemos ir mais além, é Ele o Cristo.

CORNÉLIUS TACITUS – Notável historiador romano 50 d.C a 100 d.C, escreveu sobre o incêndio de Roma. Cita Nero culpando e perseguindo os cristãos, que naquele momento causava ira em grande parte da sociedade, por apresentar Cristo ressurreto. Tacitus diz: “... Seguidores de Cristo, homem chamado Jesus que sofreu castigo durante o reino de Tibério nas mãos de Pilatos.”

PLINIO SEGUNDO – Governador Romano 112 d.C, escreveu a Trajano sobre o culto cristão. Segundo ele os seguidores de Cristo se reuniam pouco antes do amanhecer e cantavam hinos a Cristo como Deus. E lhe fazia votos solenes que não farão qualquer mal, depois se reúnem para comer, não uma comida normal.
SEUTÔNIO– Um oficial do Imperador Adriano 120 d.C, narra um fato acontecido na época de Paulo, registrado por Lucas sessenta anos antes (At 18.1-2).

FLAVIUS JOSEPHUS – Historiador Judeu do primeiro século. Assim escreveu: “Ora, havia por esse tempo Jesus, um homem sábio, se for legitimo chama-lo de homem, pois era operador de obras maravilhosas, um mestre de quem os homens recebem a verdade com prazer. Atraiu para si muito judeus e muitos gentios, ele era [o] Cristo.”
Josefus continua sua historia dizendo que Jesus padeceu nas mãos de Pilatos, que o condenou a Cruz. E conforme havia dito os profetas ele (Jesus), apareceu vivo ao terceiro dia.

LUCIANO – Um escritor Romano zomba dos cristãos, veja o que ele escreveu: “o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu esta nova seita no mundo”

Estas afirmações foram feitas por homens nocivos ao cristianismo, não tinham eles nenhuma experiência com Cristo. Mas eles revelam que a existência histórica de Cristo, era aceita como fato até pelos inimigos do evangelho. “Era Jesus como cuidava filho de Jose, filho de Heli, filho de Matã....Lc 3.23 -38; Mt 1.1 -16. Conforme a lei judaica, ele foi circuncidado ao oitavo dia e recebeu o nome de Jesus (Lc 2.1), foi apresentado ao Templo para selar a circuncisão, foi redimido pelo pagamento de cinco ciclos, Maria fez a purificação (Lv 12.8; Lc 2.24).
Sua missão foi atestada por duas pessoas piedosas (Lc 2.25-38), um grupo de sábios aparecemem Jerusalém, inquirindo acerca do nascimento do Rei dos judeus (Mt 2.2). Por perseguição de Herodes o menino é levado para o Egito com a família, depois é visto no Templo, quando já estava com doze anos (Lc 2.41-52). Como judeu, Jesus participa do Bar Mit`zva – “filho do mandamento”, cerimonia que torna o menino judeu um filho do mandamento. É uma das datas mais importantes da vida juvenil, pois a partir dai ele torna um filhodo dever e responsável perante a lei. Neste dia, diante da comunidade reunida, ele é chamado a ler a Torah pela primeira vez.
Meses antes o menino passa por um período de instrução, quando lhe é contado à história do povo judeu. O menino aprende as orações e costumes do povo, treina as Filacterias e estuda a Toráh. Sua primeira leitura será recitar a SIDRA – Capitulo da lei e o HAFTARÁ – Parágrafos dos profetas. Dai por diante ele pode ser chamado para ler a Torah, passa a fazer parte do grupo de dez homens, numero requerido na lei, para realização de qualquer ato religioso de caráter publico.
Após a leitura do Mit`zva, era comum um discurso na língua hebraica, Jesus surpreendeu os doutores nesta ocasião. O menino crescia em sabedoria, estatura e graça diante dos homens (Lc 2.52). Novamente não encontramos material para provar o que Jesus fez durante dezoito anos de sua vida. Surpreendentemente ele aparece na fila do batismo aos trinta anos de idade (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21,22; Jo 1.32,33). O batismo de João era para os arrependidos. O que Jesus estava fazendo? Ele não tinha pecado, portanto não tinha que se arrepender. Jesus ao se batizar ao contrario de todos os que passam pelo batismo em aguas, estava se identificando com os pecadores.

Na sequencia Jesus é levado ao deserto,pelo Espírito Santo e é tentado pelo Diabo (Lc 4.1-3). Na sequencia inicia seu ministério na Judeia, apenas João destaca esse período na vida de Jesus. João o apresenta como “Cordeiro de Deus”, fazendo com que seus discípulos entendessem que daquele momento em diante deveriam seguir a Cristo (Jo1. 35-37). Depois de escolher alguns discípulos, viajou para a Galileia, numa festa de casamento em Caná, transformou a agua em vinho, um gesto que demonstrou seu poder sobre a natureza. Foi nesta ocasião que pela primeira vez falou sobre a sua morte e ressurreição (Jo 2.19).

Não se tratava de um simples homem mortal, os discípulos de João aos poucos o abandonaram e passaram a seguir Jesus. Mas quem era aquele homem? Cercado de tantos mistérios que o próprio João que o apresentou como Filho de Deus, Cordeiro que tira o pecado do mundo, se humilhou para que o mesmo crescesse. Num dado momento é assaltado de duvidas (Lc 7.18-22). O ministério de Jesus segue conforme relatos bíblicos, curando os enfermos, libertando os cativos, aliviando a sociedade do fardo de pecado.
Jesus também atuou na região da Peréia, encontrou um advogado que o interrogou a respeito da vida eterna (Lc 10.29). Jesus operou na região vários milagres, pode ter visitado Betânia, nesta ocasião, quando se transfere para a Judeia. A amizade com a família de Lazaro trouxe-lhe um desgaste muito grande, principalmente com a ressurreição de Lazaro (Jo 11.54-57).

O jovem pregador odiado e amado, procurado por muitos e afugentado por outros, por fim fala mais uma vez sobre sua morte. Finalmente se vira para Jerusalém, era a sua ultima semana, como homem sofredor, que não tinha se quer um lugar para repousar sua cabeça. Em seus últimos dias pais aproveitaram para apresentar-lhes seus filhos (Lc 18.15-17), o mancebo de qualidade perdeu a oportunidade de segui-lo, por amar mais as riquezas (Lc 18.18-30). Os cegos de Jericó e Zaqueu aproveitaram oportunidade única, era a ultima vez que Jesus passaria por ali (Mc 10.46-52; Lc 19.1-10).

A última semana de Jesus, ou seja, a semana que antecede a crucificação ocupa grande parte dos evangelhos.
Domingo – Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumentinhoe passou a noite em Betânia (Jo 12; Mt 21.1-9; Mc 11.1-10; Lc 19.28-38).
Segunda – feira – amaldiçoou a figueira, quando voltava para Jerusalém (Mt 21.18,19; Mc 11.12-14).
Terça – feira – é interrogado pelos mestres judeus, Jesus censura os escribas e fariseus (Mt 23.1-36), fez alguns discursos escatológicos (Mt 24. 4 – 25.13). Pode ter sido nesse dia que Judas tenha aceitado as 30 moedas de prata.
Quarta-feira – Jesus descansa em Betânia
Quinta – feira – Comeu a pascoa com os discípulos (Mt 26.17-30; Mc 14.12-25), deixa o maior exemplo de humildade ao lavar os pés dos discípulos (Jo 13.1-17). Após a pascoa, naquela mesma noite, institui a Ceia do Senhor. Parece uma noite longa, Judas vai ao encontro dos algozes, para terminar o acordo que tinha com eles, de trair o Mestre amado. Jesus vai orar com alguns discípulos, agonizava a ponto de seu suor transforma-se em sangue (Mt 26.36-46; Mc 14.32-42). Jesus é preso (Mt 26.47-56; Mc 14.55-65; Lc 22.66-77).
Sexta-feira – é o dia do julgamento, Jesus é levado diante de Pilatos, não vendo nele crime o envia d Herodes, que zombou dele e devolveu a Pilatos (Lc 23.7-11). Pilatos propôs açoita-lo e solta-lo, mas é surpreendido pela escolha do povo, Pilatos cede aos anseios do povo e manda crucificar a Jesus de Nazaré (Mt 27.11-31; Mc 15.2-20; Lc 23.2-25; Jo 18.28 – 19.16). Por volta das nove horas da manhã, Jesus foi crucificado, antes do escurecer já estava sepultado.
Sábado – dia de descanso dos judeus, nada foi feito.
Domingo – era já o terceiro dia, na manhã do domingo, soldados se assustaram muito com o tremor da terra, viram um anjo remover a pedra que selava o tumulo. Fugiram da cena. As mulheres chegaram para ungir o corpo de Jesus com espeçaria, encontraram o tumulo vazio. E aqui temos a frase que motiva o cristianismo em todos os tempos “Ele não esta aqui; já ressurgiu”

OBRAS CONSULTADAS
KEENER, Craig S. – Comentário Bíblico Atos NT – Editora Atos, 2003
DAVIDSON, F. – O Novo Comentário da Bíblia – Vida nova, 3ª edição 2008
WALTON, John, MATTHEWS Victor e CHAVALAS Mark – Comentário Bíblico Atos AT – Editora Atos, 2003
HENRY, Matthews - Comentário Bíblico NT, CPAD 2008, RJ
WOOD, George O.- Um Salmo em seu Coração, CPAD 2006, RJ
SPURGEON, C.H. - Esboços Bíblicos de Salmos, Shedd Publicações, 2005
CAMPOS, Heber Carlos de – As duas Naturezas do Redentor, Editora Cultura Cristã, 2005
CULLMANN, Oscar – Cristologia do Novo Testamento, Hagnos, 2008
PEARLMAN, Myer – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, Ed Vida, 2011

BÍBLIAS DE ESTUDOS
Vida Nova, 1985
Dake, CPAD/Atos, 1995
Explicada, Anotações de S. E. McNair, CPAD, 2006


Colaboração para o Portal Escola Dominical – Pr Jair Rodrigues

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